Textos
Cotidiano feliz. (BELA)
Bela, pela manhã levantava, sentava à cama e orava. Antes de colocar os pés no chão, se jogar na multidão; repassava o dia, detalhes minuciosos de seus esforços.
Na rua olhava-se a qualquer oportunidade à sua imagem, insegura tanto quanto uma mulher busca. Por estar a cada segundo, observada, estudada, apontada.
Nos pés calos, nas mãos artigos, bijuterias que levava. Para o encanto das tantas, que só conseguem nestas pequenas lembranças um adorno que lhes trazia, a fantasia de um dia.
Sorria, empolgava com as tantas amigas de conveniência, advindas dos artigos que vendia.
No fim da tarde se retirava, entregava-se a um amor. Amante que lhe poupava de seu abandono, em alguns minutos sem planos.
A noite chegava e se cuidava, em sua pequena seita. De costumes, normas que dita, para um aconchegante, perfeito descansar.
Em suas noites, subia nua pelas paredes. Chorando se embriagando, rogando um dono, desmaiava em sua cama. Sem saber que tinha o que merecia, ou merecia o que não tinha que ser.
Bela, bêbada, deixava-se entregar a um sono profundo, para que em outro dia, noite.
Dormia.
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Antonio C Almeida
Enviado por Antonio C Almeida em 31/01/2011
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