Escrever é viver duas vezes um bom Momento.
Antonio C Almeida
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Os gaviões são animais diurnos: Ativos durante o dia, passando boa parte do tempo planando sobre a mata, à espera do melhor momento para dar o bote em uma de suas presas, geralmente animais pequenos, como lagartos, roedores, pássaros, sapos e insetos. Neste dia nosso gavião carregava em suas garras uma tartaruga.

Rogério saiu de casa pela manhã a caminho da escola e resolveu desviar de seu caminho para ir ao seu lugar preferido para se esconder – Se tratava de um amontoado de roxas, próximo a uma trilha para caminhadas, de onde se podia ver uma grande floresta de eucalipto, bela paisagem. Matando aula naquele dia, procurou se sentar, sobre uma roxa de frente à floresta, na intenção de aproveitar um momento de sossego.

Um gavião planava sobre um condomínio de olho em mascotes que brincavam nos jardins das casas de alto luxo. Em uma delas pôde avistar um gato acompanhado de uma tartaruga. Resolveu dar um rasante, tentando a sorte, de agarrar uma presa. Deixou-se cair como a um jato ao despejar sua carga de bombas. Pegou a tartaruga com suas garras. O gato correu para tentar socorre-la, mas não conseguiu, entretanto começou uma corrida sobre os telhados e estradas, seguindo o gavião enquanto o observava voar carregando a sua amiga.

O gavião carregava a tartaruga a caminho de seu local de descanso. Não era a primeira vez que lidava com este tipo de presa, então tinha algo planejado. Do alto ele viu um agrupamento de roxas e seguindo seu instinto, deixou a tartaruga se soltar, na intenção de que ela caísse sobre as roxas e rompesse a concha resistente que protege seus órgãos internos. Concha que iria atrapalhar ao devorá-la.

Algo se chocou com a cabeça de Rogério que veio a desmaiar. Uma pessoa que passava por perto escutou miados agudos de um gato e resolveu seguir até onde surgia o som. Chegando perto viu um rapaz caído nas roxas e o socorreu. Tentou pegar o gato que se encontrava por perto, mas ele correu com uma pequena tartaruga na boca.

Passaram-se horas até a escola comunicar, a família de Rogério, que ele não aparecera. Quem o resgatara nas roxas tinha identificado o seu uniforme escolar e comunicado ao hospital que o tinha deixado, sobre este detalhe. No hospital trataram de ligar para a escola do enfermo e a escola ligou para a casa da família de seu aluno.

A família tratou de ligar para o hospital, entraram em pânico, pois foram informados que Rogerio teve um traumatismo craniano e em exames complementares perceberam um pequeno coágulo preexistente no cérebro.

Raquel, mãe de Rogério, correu até o carro na intenção de seguir para o hospital, mas parou por um minuto e foi até a região de seu quintal onde estavam seus estimados bichinhos – Na noite anterior esquecera de coloca-los para dentro de casa -, foi verificar seus queridos como estavam, encontrou seu gato - estranhamente olhando para o céu -, ao seu lado sua pequena tartaruga caminhando a sua volta. Antes de se retirar ouviu o canto de um gavião carijó, ao olhar para o céu, viu o enorme pássaro.

Colocou os bichinhos para dentro de sua casa e partiu para o hospital.

- CHEGA DE AVENTURA.

 Fim ...

 

Antonio C Almeida
Enviado por Antonio C Almeida em 08/10/2025
Alterado em 16/10/2025
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