Dentro do finito penso
Quem poderá dizer se não o tempo
Em que o desejo da fala surge e logo passa
Suprimida pelo receio de serem testadas
Pela multidão que ora fora aguardam.
São mares e mares, pedras jogadas
Nas estradas de tantas pegadas
Cheias de histórias guardadas
Vidas passadas.
Há de caber uma escrita
No caderno de tantas lidas
Que encontra sua voz em letras
Deixando o som em linhas.
Voz que se omite
Quando palavras não se admite
No que apenas segue ao vento
Brisa no silêncio.