Vezes tarda e perpassa
Assombrações na entrada
Que descansam de dia
Andam na madrugada.
Cada canto da casa
Uma entrada
Para aquilo que foi e volta
Quando o vazio preenche a alma
E nada acalma
O silêncio que os restaura.
Ah! Versos que chegam à mão
Pintam, borrão, descrevem a solidão
Dançam na escuridão
Deitam como vidas entrelaçadas
Num tudo que no todo é nada
Além de histórias passadas.