Escrever é viver duas vezes um bom Momento.
Antonio C Almeida
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Desce choro num tanto que desnuda

Quando chega à boca - muda,

Bate na língua,  enquanto umedece retina

Molha roupa, seca no vento da rotina.

Por amor ou desamor

Lágrima solta seja pelo que for

Cai no rio de tanta dor

Que parte para o mar das ilusões.

Ah! Não serei eu

Interessar pelo que decorreu

Para que esta cachoeira beire a tempestade

Talvez seja mal da idade,

Do saber que tudo perfaz em nada

E se arrepender até da mais irrelevante estrada

Que não tinha um sentimento

Como alento para tenebrosa jornada. 

Antonio C Almeida
Enviado por Antonio C Almeida em 15/12/2025
Alterado em 23/12/2025
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