Entradas da casa abertas. No tapete de frente à porta de entrada, escrito sinceramente - “BEM VINDO”. Junto com a claridade do dia, chegará alegria, proporcionando essa tal euforia, nesta porta de costume fechada. Observa-se da sacada, visita que chega animada, limpando as botas frente à porta. Para não trazer para dentro, o que deve ficar de fora; isto que gruda na gente, ao atravessar chuva e sol quente, com poeira à frente, caminhando nestes dias de luta, nas estradas de tantas curvas.
Logo chega o cão, lambendo mãos. Até que percebe uma que lhe agrada, então deita, pede agrado e balança o rabo.
Um café, de cheiro que a vontade é logo beber o que der. Agora é hora dum abraço que explora, sentimentos antigos afloram, chegam e vezes se chora. Cadeiras para não ficar de pé. Prosa e risadas invadem numa mesa florida – “Conversas saltam pelos cotovelos” -. Tempo que passa e enlaça. Corações que o amor se alastra. (…)