Quem sabe o que pode acontecer, entre o anoitecer e o amanhecer. Se não quem dorme no desejo de deixar o mundo, por alguns minutos e aproveitar as possibilidades de um sonho. Que seja admissível ou imaginário, nesta dança que se arrasta até os primeiros raios. Deste sol que adentra quarto o deixando iluminado. Ao passar pelas cortinas – Que balançam como saia de menina -, soltas sacudindo aos ventos da alvorada. Que venha sonho e me tenha. Não me deixe fora deste tema. Sensação de atravessar crepúsculo nos impulsos adocicados dos bem amados.
Não quero chorar amanhã por não sonhar hoje. Não quero viajar sem um sonho para me levar. Desaguar rios de lágrimas ao perder este sonho. Deixar de esquecer ilusões e enganos.
Quero abraçar e beijar uma querida. Num riacho de águas que curam feridas. Acompanhado do suave toque desta boca. Que deixa o chão e se faz de louca. No calor que queima a roupa. Delírio suave lampejo. Rotina que ensina ilumina. Navegando sem mágoas no calor desta vida.
Sonhador, que se vê dentro de uma nuvem dos desejos. Para então, desanuviadas ilusões, seguir neste mundo das provações.